O setor de concessões rodoviárias está em período de transformação. A previsão é que até 2035 não haja mais estações físicas de pedágio, como temos hoje. As smart roads ganharão mais espaço. A tendência é que a eficiência tecnológica tome conta das rodovias, promovendo uma experiência mais conectada e fluida para os usuários.
De acordo com Eduardo Camargo, presidente da Motiva — concessionária responsável pela Via Dutra e pelo Rodoanel —, as tradicionais cabines e cancelas darão lugar a soluções tecnológicas de ponta, como pórticos de leitura automática e sistemas de atendimento automatizado. A transição para o modelo de fluxo livre (free flow) busca modernizar a operação, reduzir o tempo de viagem, eliminar gargalos e promover uma infraestrutura mais eficiente e conectada.
Para falar sobre esse assunto, Camargo estará na 30ª edição da Intermodal South America, como parte da programação da 4ª edição do Interlog Summit. Com o painel “Smart Roads 2035: Como a Motiva está construindo o futuro das rodovias conectadas e inteligentes”, o executivo fala sobre os projetos estratégicos de uso da inteligência artificial na malha rodoviária.
“É a conectividade a favor da humanidade”, destaca o especialista. Ele reforça que a relação entre a malha rodoviária e os transportes será mais produtiva, com um fluxo contínuo de dados entre automóveis, concessionárias e sistemas viários.
A companhia prevê investimentos de R$ 67 bilhões de reais em suas concessões, direcionados à ampliação de capacidade e modernização das vias, com o intuito de garantir fluidez, conforto e segurança viária.
Além de melhorar a mobilidade, a tecnologia permitirá que veículos reportem falhas de funcionamento ou condições adversas, enquanto as rodovias poderão alertar motoristas e sistemas embarcados sobre acidentes, congestionamentos ou riscos iminentes, criando um ecossistema mais seguro e eficiente.
A tecnologia promete ainda transformar a mobilidade com soluções avançadas, como sistemas de iluminação adaptativa, capazes de ajustar a intensidade das luzes conforme a necessidade. E fazer uma comunição ágil em caso de falhas de funcionamento ou condições adversas. As rodovias terão a capacidade também de alertar motoristas e sistemas embarcados sobre acidentes, congestionamentos ou riscos iminentes. Essa integração tecnológica estabelece um ecossistema mais seguro, eficiente e conectado.
Sustentabilidade ambiental
As smart roads também tem um papel importante na sustentabilidade. Elas incorporam materiais recicláveis e tecnologias de geração de energia, como painéis solares integrados ao pavimento e sistemas de captação de energia cinética dos veículos. Além disso, promovem a redução de emissões de carbono ao otimizar o fluxo de tráfego e incentivar o uso de veículos elétricos, que podem ser carregados em estações instaladas ao longo da estrada.
Plano integrado de transformação
Para que as smart roads alcancem seu potencial máximo, é necessário mais do que investimento das concessionárias, é preciso um plano integrado que envolva governos, empresas e a sociedade. Esse projeto deve incluir também investimentos em pesquisa e desenvolvimento, parcerias público-privadas e políticas que incentivem a adoção de tecnologias sustentáveis.
Para participar desse congresso basta adquirir a credencial pelo site do evento. A Intermodal acontece entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi em São Paulo.