A transformação digital já chegou às ferrovias e as startups estão na linha de frente dessa evolução.

Impulsionadas por tecnologias como IoT, telemetria, análise de dados e inteligência artificial, essas empresas vêm remodelando a forma como as operadoras monitoram, mantêm e otimizam seus ativos.

Muito além da simples automação, as soluções emergentes permitem decisões mais rápidas, seguras e sustentáveis, reduzindo falhas, aumentando a disponibilidade e melhorando o desempenho operacional.

Para aprofundar o tema, conversamos com Luís Guilherme Kolle, engenheiro eletricista e presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô.

Inovação na gestão de ativos ferroviários por meio de tecnologias de monitoramento e manutenção preditiva

Na opinião de Luís Guilherme Kolle, as startups estão mudando o jogo na gestão de ativos ferroviários.

“Elas estão usando IoT (Internet das Coisas), análise de dados e manutenção preditiva para reduzir falhas, aumentar a disponibilidade e otimizar custos ao longo do ciclo de vida dos ativos, com foco em segurança e confiabilidade operacional”, explica.

Conforme o entrevistado, as soluções têm melhorado a rastreabilidade e a eficiência energética no setor ferroviário, com uso de telemetria, IoT e análise de dados. 

“Essas ferramentas são usadas para acompanhar ativos em tempo real, otimizar o uso de energia de tração, reduzir desperdícios e apoiar decisões operacionais mais precisas e sustentáveis”, ressalta.

Parcerias entre startups e operadoras do setor ferroviário

Segundo Kolle, a adoção dessas inovações têm impacto direto na produtividade, na segurança e na sustentabilidade das ferrovias.

“Ao usar sensores, IoT, IA e manutenção preditiva, as operadoras reduzem falhas e paradas não programadas, aumentam a disponibilidade de frota e infraestrutura, melhoram a tomada de decisão em tempo real e elevam o nível de segurança operacional”, explica.

Kolle cita o caso entre Rumo e 4Vants. “O foco dessa colaboração é o uso de software com Inteligência Artificial para a inspeção de trilhos e áreas de faixa de domínio, visando maior eficiência e segurança na manutenção”, afirma.

Impacto na produtividade, segurança e sustentabilidade das ferrovias

Para Kolle, essas inovações têm impacto direto na produtividade, na segurança e na sustentabilidade das ferrovias. “Ao usar sensores, IoT, IA e manutenção preditiva, as operadoras reduzem falhas e paradas não programadas, aumentam a disponibilidade da frota e infraestrutura, melhoram a tomada de decisão em tempo real”, inicia.

Ele explica que as inovaões elevam o nível de segurança operacional com detecção precoce de riscos e otimizam o consumo de energia e uso de recursos, contribuindo para uma operação mais sustentável e eficiente.

A incorporação de tecnologias inteligentes ao setor ferroviário marca um novo capítulo para a gestão de ativos. Startups, com sua agilidade e capacidade de inovação, estão tornando as operações mais previsíveis, seguras e energeticamente eficientes.

Ao unir sensores, IA e análise de dados, as operadoras ganham precisão, reduzem custos e fortalecem a sustentabilidade das ferrovias. O resultado é um ecossistema mais moderno, competitivo e preparado para os desafios do futuro, onde tecnologia e eficiência caminham lado a lado.