Para entender as reais vantagens de implementar um hub logístico, é essencial analisar como ele se adapta às operações modernas. Os hubs logísticos têm ganhado destaque como soluções eficientes para otimizar a cadeia de suprimentos e atender às crescentes demandas do mercado.
Durante a Intermodal South America 2023, Marly Matsuda, consultora de soluções da INFOR, compartilhou insights sobre os desafios e as oportunidades desse modelo logístico.
Com o avanço das tecnologias e o cenário dinâmico do setor, é fundamental entender como esses hubs têm evoluído e se adaptado para melhorar ainda mais a eficiência operacional.
Este artigo apresenta as últimas atualizações sobre os hubs logísticos, suas vantagens, tipos e desafios, oferecendo uma visão completa de como essa solução pode transformar a logística moderna.
O que é e como funciona a operação em um hub logístico?
Um hub logístico é um ponto central na cadeia de distribuição, responsável pelo recebimento, armazenamento e distribuição de produtos.
Ele conecta diversas operações de transporte, como rodoviário, ferroviário e aéreo, para garantir que as mercadorias cheguem aos consumidores finais de forma eficiente e dentro do prazo.
A principal função é otimizar o fluxo de mercadorias, garantindo a redução do tempo de trânsito logístico e dos custos operacionais.
Além disso, contribui para agilidade na entrega e permite uma gestão mais eficiente do inventário, facilitando a distribuição de produtos a partir de um único ponto centralizado.
O processo operacional da entrega através de um hub logístico começa com a chegada das mercadorias ao centro de distribuição, onde são recebidas, armazenadas e preparadas para a distribuição.
A partir desse ponto, os produtos são redistribuídos para diferentes centros de distribuição menores ou diretamente para os consumidores, dependendo do modelo de operação.
Quando você vê a mensagem “Seu pedido foi recebido pelo hub de entrega”, isso significa que o produto foi registrado e está sendo processado para a etapa final de envio, com os tempos de entrega definidos pelo transporte utilizado (rodoviário, ferroviário, etc.).
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Os 3 principais tipos de hubs logísticos do mercado
Marly Matsuda definiu 3 principais hubs logísticos e suas principais diferenças: o centro de distribuição, cross docking e dark stores.
1. Centros de distribuição tradicionais
O centro de distribuição concentra grandes volumes de estoque, necessitando de infraestrutura robusta e mão de obra qualificada.
Esse modelo tradicional é essencial para a movimentação em larga escala e distribuição de mercadorias em diferentes regiões.
2. Dark stores (foco em e-commerce e lead time)
Focadas em pedidos de e-commerce, as dark stores funcionam como armazéns urbanos, otimizando o lead time e proporcionando uma entrega mais ágil aos consumidores.
Elas são adaptadas para operação 24/7 e geralmente localizadas em áreas de fácil acesso, facilitando a distribuição rápida e a gestão de pedidos online.
3. Cross-docking e transit-points
Nos transit-points ou cross-docking, os produtos não são armazenados. Eles passam por um processo rápido de recepção, rastreamento e são imediatamente redirecionados para o destino final.
Essa estrutura reduz o tempo de armazenamento, favorecendo operações rápidas e eficientes, especialmente em setores que exigem alta rotatividade de estoque.
Apesar de algumas diferenças no modelo operacional, todos esses hubs logísticos têm um fator em comum, o recebimento, controle e expedição. Por conta disso, há a necessidade de controlar o estoque no andamento do fluxo dos materiais.
Diferença entre hub logístico e centro de distribuição
Embora compartilhem algumas funções na cadeia de suprimentos, os hubs logísticos e os centros de distribuição operam com propósitos estratégicos e estruturais significativamente diferentes. Veja o comparativo:
| Característica estratégica | Hub logístico | Centro de distribuição (CD) |
| Foco operacional | Integração multimodal e eficiência no trânsito rápido. | Gestão de grandes volumes de estoque e armazenagem. |
| Dinâmica do estoque | Alto giro (transit-point) com mínimo ou nenhum tempo de armazenagem. | Estrutura robusta para armazenamento a médio e longo prazo. |
| Principal objetivo | Conectar diferentes modais (rodoviário, ferroviário, aéreo) e rotas. | Abastecer pontos de venda físicos ou consumidores finais. |
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Principais desafios na gestão de hubs logísticos
Marly também destacou que a gestão eficiente do last-mile continua sendo uma das maiores pressões nas expectativas dos clientes.
Marly também destacou o valor agregado e a necessidade de mostrar o que se faz para cada cliente, citando também as práticas ESG como fundamentais para a “logística verde”.
Outro desafio a ser enfrentado pelo setor, é o aumento dos custos operacionais, citando os pequenos hubs como exemplo de otimização e “fazer mais com o mesmo espaço, tempo e mão-de-obra”. A lista é ainda mais extensa:
Logística reversa e roteirização
Gerenciar devoluções e trocas de produtos dentro de hubs logísticos representa um desafio adicional.
As empresas precisam criar soluções eficientes para processar os itens devolvidos, restabelecendo o estoque e garantindo que os produtos possam ser redistribuídos rapidamente.
A roteirização de entregas é fundamental para otimizar o transporte multimodal. O uso de tecnologias de rastreamento, com a consolidação de cargas, ajuda a reduzir custos, melhorar a eficiência no uso dos veículos e garantir a entrega pontual.
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O papel da tecnologia para otimizar o fluxo de mercadorias
A adoção de tecnologias de automação para hubs logísticos, como RFID e softwares avançados de roteirização são cada vez mais utilizadas para otimizar as operações de armazenagem e frete.
Esses sistemas permitem que os hubs logísticos operem de forma mais ágil, com maior controle sobre o estoque e a movimentação de mercadorias.
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