A Vale anunciou a implementação do sistema Positive Train Control (PTC), em parceria com a Wabtec, para aprimorar a segurança operacional de suas ferrovias. A solução, que representa um investimento de cerca de R$ 1 bilhão, traz avanços na transmissão e monitoramento de dados, permitindo a gestão em tempo real, intervenções automáticas em situações de risco e a mitigação de eventos críticos.

O projeto será implantado gradualmente até 2031, integrando-se aos sistemas embarcados e à infraestrutura existente. As Estradas de Ferro Carajás e Vitória a Minas, reconhecidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) como as mais seguras do Brasil, serão as primeiras a receber a tecnologia. Essas linhas também são as únicas no país com trens de passageiros regulares.

O presidente da Wabtec LATAM, Danilo Miyasato, reforça que o projeto marca um avanço significativo na segurança ferroviária no Brasil, promovendo a transformação digital e contribuindo para operações mais seguras e eficazes.

Plano integrado para segurança e sustentabilidade ferroviária

As principais concessionárias ferroviárias do Brasil, incluindo Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips), MRS, VLI, Transnordestina Logística (TLSA), Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), Vale e Rumo realizaram um acordo para a elaboração de um plano integrado. O objetivo é fortalecer a segurança operacional, mitigar impactos ambientais e sociais, e ampliar o diálogo com comunidades próximas às ferrovias.

  • Fortalecimento da segurança operacional: Enfrentar desafios como ocupações irregulares na faixa de domínio, travessias perigosas e descarte inadequado de resíduos, que representam riscos significativos para as operações ferroviárias.
  • Mitigação de impactos ambientais e sociais: Desenvolver estratégias para gestão de resíduos e promover ações socioambientais que minimizem os efeitos das operações ferroviárias nas comunidades e no meio ambiente.
  • Ampliação do diálogo com comunidades: Fortalecer o relacionamento com as comunidades localizadas ao longo das ferrovias, promovendo a chamada licença social para operar, essencial para garantir a aceitação e convivência harmoniosa entre as operações ferroviárias e os centros urbanos.

A iniciativa servirá como base para o planejamento estratégico das concessionárias nos próximos anos, especialmente em um momento de expansão da malha ferroviária e dos investimentos no setor.